quarta-feira, 24 de junho de 2009

Back in the game

E nesse mundo filho da puta, cheio de egoístas, a única coisa que as pessoas procuram é alguém pra andar do lado. Precisa dar a mão não, é só olhar e saber que não vai te esfaquear pelas costas. E foi isso que eu encontrei. "Companheiro" soa muito gay, "parceiro" soa como se estivessemos em um rally, "namorado" é o melhor aceitado pela sociedade.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"Os filhos de Anansi", de Neil Gaiman

"Cada pessoa que existiu, existe ou existirá possui sua música. Não é uma música escrita por outra pessoa. Ela tem sua própria melodia, sua própria letra. Poucas pessoas chegam a cantar sua própria música. A maioria de nós teme que não façamos jus a ela com nossa voz, ou que a letra seja muito boba, ou muito fraca, ou muito estranha. Então, em vez disso, as pessoas vivem suas músicas"

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Veio na minha direção. Pra variar, uma figura bizarra. Dia ainda claro. Com um leçol levando alguma coisa nas costas. Mão direita uma garrafa de 51 (melhor pinga ever, by the way). Na esquerda, uma garrafa de amaciante (?). Andar cambaleante. Shorts jeans, camiseta de Wally azul. Ele manca da perna esquerda. E, inacreditavelmente, é real.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Devo parecer uma idiota...

Devo parecer uma idiota. Uma cabeça no meio de um endredon se apóia sobre o ferro da varanda. Olha pra baixo, procura os carros, pensa em uma coisa ou outra. Coração disparado. Ok, o fato de não ter feito nada relevante o dia todo (poxa, andei duas horas!) deve contribuir, mas o coração segue em tal condição. Just waiting for my boy, so I can sleep. Dormir em paz. Nos braços dele. Just sitting in my car and waiting for my...

(Amor, citei System of a Down. Morra!)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Os mancos

O menino manco mancava pela cidade metafóricamente manca.

domingo, 16 de novembro de 2008

Contos de fadas

This page do not exist

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A rua cheia de comércio estava vazia. Completamente. Num clima de domingo no fim do dia, mas ainda estava claro. Chovia. Entre os feixes de luz, a água se intrometia como quem quer participar da conversa sem ser convidada. No canto esquerdo, perto da loja de doces, ele, sentado. Joelho dobrado, braço esquerdo esticado, direito apoiando a cabeça. A chuva molhava o rosto meio sem sentido. Sabe quando o rosto não tem mais razão pra existir? Ele olhava pra frente e pra baixo.

Na sua linha de olhar, calçada oposta da rua, perto da papelaria, ela. Pernas também cruzadas, mas era o braço esquerdo que segurava o queixo, que segurava as lágrimas. Funcionavam como espelhos, percebe? Não conversavam, mas agiam como se fossem um se olhando através do outro.

As lágrimas que caíam eram um mero elemento criado por um cenógrafo sem graça - ou sei lá, uma bandeirinha branca levantada pelo que os clichês que movem as mulheres consideradas modernas. O importante pra se saber aqui é que ela também olhava pra frente em alguns momentos.

Se era uma briga, um recomeço ou uma despedida ninguém nunca vai saber.